
Como estudar de forma eficaz e absorver melhor o conteúdo
Você passa horas estudando, lê e relê a matéria, mas na hora da questão parece que nada ficou? Essa é uma das frustrações mais comuns de quem se prepara para o vestibular. E quase sempre o problema não é falta de esforço, é a forma de estudar.
Não existe receita de bolo: cada pessoa aprende de um jeito, e vale descobrir o que funciona para você. Mas algumas práticas ajudam praticamente todo mundo a absorver o conteúdo de forma mais produtiva. Vamos a elas.
Teste a si mesmo em vez de só reler
Reler o caderno dá a sensação de que você sabe a matéria, porque o conteúdo parece familiar. Mas reconhecer não é o mesmo que lembrar. O que realmente fixa o conteúdo é o esforço de puxar a informação da memória: resolver questões, responder perguntas sem olhar a resposta, explicar o assunto em voz alta como se estivesse ensinando alguém.
Esse efeito, chamado de prática de recuperação, é um dos mais estudados da psicologia da aprendizagem. Em um estudo clássico, estudantes que fizeram testes sobre um texto lembraram bem mais dele uma semana depois do que aqueles que só releram o material (fonte: Roediger e Karpicke, 2006, publicado na revista Psychological Science). Para colocar em prática, a vitrine de materiais gratuitos do Kuadro reúne questões e aulas por tema.
Organize um cronograma e alterne as matérias
Ter um cronograma é a dica mais unânime de todas. Defina quantas horas do dia vão para os estudos e distribua esse tempo entre as matérias, considerando as suas maiores dificuldades. Se quiser um passo a passo, veja como estruturar um cronograma de estudos.
Uma boa tática é alternar áreas diferentes ao longo do dia. Depois de uma sessão de Literatura, por exemplo, mude para Matemática, Física ou Biologia. A troca mantém a cabeça mais desperta e ajuda a não misturar conteúdos parecidos.
Espalhe o estudo no tempo e faça pausas
Estudar horas a fio sem parar não é o caminho mais eficiente. Pesquisas sobre o chamado efeito de espaçamento, como as do psicólogo Robert Bjork, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), mostram que distribuir o estudo em sessões espaçadas ajuda a reter o conteúdo por mais tempo do que concentrar tudo de uma vez.
Na prática: faça pausas curtas entre os blocos de estudo e revise um assunto alguns dias depois de estudá-lo pela primeira vez, e de novo depois de algumas semanas. Só não deixe as pausas se esticarem demais. Defina um tempo e cumpra. A técnica Pomodoro ajuda nisso, e você pode testar na sala de estudos Pomodoro do Kuadro.
Faça resumos e fichas com as suas palavras
Resumir ajuda a fixar o que você estudou, desde que você não apenas copie. Reescrever com as próprias palavras obriga o cérebro a processar a informação. Muita gente sente que escrever à mão ajuda nisso, porque desacelera e força a escolher o que é essencial. Além dos resumos mais completos, vale criar fichas curtas com perguntas de um lado e respostas do outro: elas viram material de autoteste na época de revisão. Veja mais em 5 dicas sobre como fazer um bom resumo.
Durma bem
De nada adianta estudar do jeito certo sem dar descanso ao cérebro. É durante o sono que boa parte do que você estudou é consolidada na memória. A Academia Americana de Medicina do Sono recomenda de 8 a 10 horas por noite para adolescentes de 13 a 18 anos, e pelo menos 7 horas para adultos (fonte: American Academy of Sleep Medicine, consenso publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine).
Quer mais estratégias para aprender com mais eficiência? Confira as técnicas de memorização para o vestibular.


